Transparência do campo ao varejo: solução Agrotools a serviço do monitoramento da cadeia de valor do McDonald’s.

Responsável por alimentar 1% da população mundial, a maior cadeia de restaurantes fast food do planeta buscou uma das soluções digitais da Agrotools, com o objetivo de suprir sua necessidade de conhecer os processos produtivos de seus parceiros, do campo ao varejo, e fazer valer sua política de sustentabilidade, adquirindo apenas alimentos de áreas lícitas, provenientes de práticas de manejo condizentes com parâmetros socioambientais.

Contexto: o tripé alimentação, meio ambiente e informação

Um mundo cada vez mais populoso para ser alimentado, com consumidores ainda mais interessados em saber sobre o DNA do que vai à mesa e um planeta com recursos naturais finitos, requerendo cuidados.  As grandes corporações mundiais, alinhadas aos movimentos ambientalistas e aos órgãos governamentais estão buscando – e encontrando – maneiras desta conta fechar, sem abrir mão da sustentabilidade, da produtividade e da inteligência dos processos.

Não é simples. Produzir alimentos em larga escala e não impactar o meio ambiente, colocar luz sobre toda cadeia produtiva e esbanjar transparência na hora de informar os consumidores, sem que uma tarefa negligencie a outra, exige uma nova postura e logística de empresas responsáveis.

Segundo dados da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a produção mundial de carne irá crescer em 20% até 2030 e a de leite 33%. Ainda segundo a instituição, 77% do aumento na produção de carne ocorrerá em países em desenvolvimento como Brasil, Argentina, China, Índia, México e Paquistão.

Mas é quando olhamos os bastidores que a notícia auspiciosa perde a força: segundo dados do Greenpeace, nas últimas décadas, foram destruídos mais de 750 mil quilômetros quadrados da floresta amazônica e aproximadamente 60% desta área virou pasto para gado.

A relevância desses dados deu origem a dois relatórios investigativos do Greenpeace: A Farra do Boi da Amazônia, criado em 2009, que previa a redução dos índices de desmatamento na Amazônia Legal, bem como o controle sobre a compra de gado de fazendas em situação irregular, com uso de trabalho análogo à escravidão e que ocupassem terras de comunidades tradicionais, foi assinado pelos três maiores frigoríficos do país. E, em 2015, o Greenpeace lançou mais um relatório, o Carne ao Molho Madeira, mostrando que os principais supermercados do Brasil não podiam garantir que a carne comercializada não era proveniente de gado criado em áreas de desmatamento. A revelação teve repercussão, com uma das grandes empresas varejistas do país sofrendo forte queda em suas ações, com consequentes prejuízos financeiros reais, denotando que não há desvínculos para o consumidor: a imagem da empresa compromete diretamente seu desempenho em vendas.

Outra iniciativa regulatória importante ocorreu um ano antes do segundo relatório do Greenpeace, em 2014, durante a Cúpula das Nações Unidas para o Clima, em Nova York (EUA). Lá foi formalizado o NY Declaration on Forests 2020 (NYDF), envolvendo mais de 50 países, governos e empresas multinacionais. Trata-se de uma declaração internacional voluntária para o empenho em reduzir pela metade o desmatamento tropical até este ano e finalizá-lo até 2030.

A McDonald’s Corporation, maior rede mundial de restaurantes de fast food do mundo, que serve cerca de 68 milhões de clientes ao dia, o equivalente a 1% da população mundial, é uma das signatárias do NY Declaration on Forests 2020.

McDonald’s Corporation

Como um dos grandes nomes no fornecimento global de alimentos, a McDonald’s Corporation fez do movimentogerado por diversos tratados e protocolos de sustentabilidade internacionais mais um impulso para criar sua própria política de práticas socioambientalmente responsáveis, fechando o compromisso de eliminar o desmatamento de sua cadeia de suprimentos globais até 2030.

Esse objetivo está previsto no documento Commitment on Forests, criado pela corporação,e que deve reger a compra das principais matérias-primas da companhia: carne bovina, frango (incluindo a soja na ração das aves), óleo de palma, café e fibras das embalagens dos restaurantes. A empresa declarou publicamente o compromisso de obter parte da carne bovina usada em suas refeições de fornecedores que participam de programas de sustentabilidade alinhados aos princípios e critérios do GRSB (Global Roundtable for Sustainable Beef) e que atendem aos requisitos do McDonald’s para produção sustentável. E não é pouco impacto: eles são um dos maiores compradores mundiais de carne bovina.

A companhia está ciente da repercussão de suas práticas devido ao tamanho de seus negócios, a representatividade junto à sociedade e à enorme rede envolvida no fornecimento e distribuição dos produtos. Esses fatos a colocam em posição estratégica para melhorar a vida das pessoas e do meio ambiente, provando que é possível manter o equilíbrio no tripé alimentação, meio ambiente e informação ao mercado, mesmo quando o assunto envolve grandes quantidades de alimentos em circulação. A ideia da McDonald’s Corporation é inspirar outras companhias e pessoas – envolvidas ou não com a empresa – a fazerem a diferença para o planeta.

Monitoramento Inteligente

Impulsionar práticas transformadoras, utilizando tecnologias de ponta para definição de um trabalho que objetive a construção de uma cadeia de suprimentos colaborativa e responsável do ponto de vista ambiental e social, considerando a realidade de cada uma das regiões onde atua fez com que o McDonald’s buscasse a colaboração de parceiros estratégicos. E foi assim que, a partir de 2013, quando a companhia alterou suas práticas em relação aos fornecedores, surgiu a necessidade de monitorá-los de maneira mais precisa para se manter alinhada aos próprios propósitos institucionais.

Foi nesse contexto que a Agrotools – com tecnologia 100% brasileira, empresa B-Corp certificada e considerada a mais relevante agtech da América Latina – passou a integrar o ranking de parceiros estratégicos do McDonald’s e tornou-se responsável por oferecer a solução certa para monitorar, de forma inovadora, a proveniência de suprimentos da corporação e, dessa forma, blindar seu supply chain na Argentina, Austrália, Paraguai e Brasil. Os produtos provenientes desses países são vendidos para os consumidores da rede em todo o mundo.

O projeto global da Agrotools para o McDonald’s Corporation foi customizado com base em tecnologias proprietárias da agtech. A ideia foi compreender a cadeia de valor da corporação, monitorando de forma totalmente digital, prática e eficaz as múltiplas commodities existentes no processo. E os resultados da solução Agrotools para o McDonald’s já provaram a conformidade com políticas socioambientais exigidas e com aquelas estabelecidas pela própria corporação, mantendo o nome da empresa longe de ser ligado ao de fornecedores não idôneos, o que promoveria sérios prejuízos reputacionais e financeiros.

“Trabalhamos com o McDonald’s há seis anos, implementando uma transformação digital real para impulsionar seu processo de tomada de decisão e eficiência diante da cadeia de suprimentos, globalmente”, diz o fundador da Agrotools, Sergio Rocha. “Como empresa líder em seu segmento, enfrentando desafios significativos em todas as praças em que atua, esse cliente necessitava de tecnologia avançada, fontes de dados múltiplos, análise de informações, sensores e métodos inovadores para respaldar seus negócios e suas ações.”

Agrotools BRAND

A solução digital Agrotools Brand foi a tecnologia apropriada para atender aos propósitos de monitoramento dos fornecedores da McDonald’s Corporation. A ferramenta – também utilizada por grandes nomes do varejo como Carrefour, Frooty e Walmart – foi desenvolvida devido à crescente necessidade de se compreender os bastidores do agronegócio e, adicionalmente, influenciada por diversos tratados e protocolos de sustentabilidade internacionais, que levaram alguns grandes nomes do varejo a mudarem seus processos de aquisição de mercadorias para se manterem conformes com as novas convenções de sustentabilidade, garantindo a blindagem de suas marcas, evitando danos à reputação e, consequentemente, ao faturamento.

A ferramenta Brand permite que as empresas saibam que seus produtos estão de acordo com os padrões exigidos pelo mercado e pela sociedade, unindo todos os elos da cadeia de fornecimento em uma única plataforma, permitindo o monitoramento desse processo. “Até a criação da solução Agrotools, as dificuldades em realizar essa tarefa eram inúmeras: desde a falta de dados até a comunicação entre todos os players”, diz de produtos e inovação da Agrotools, Breno Felix. “A solução Brand viabiliza a digitalização das informações da cadeia de fornecimento, do campo ao varejo, protegendo o maior ativo das companhias: a própria marca.”

Procedência da soja

Em visita ao Brasil durante o evento “Agrotools brand connections at Microsoft – our mindset of good innovation”, um fórum de 12 horas, que aconteceu em 29 de novembro de 2019, na sede da Microsoft, em São Paulo, dois dos sete vice-presidentes globais do McDonald´s Corporation, Keith Kenny e Angelika Wendt estiveram presentes, apresentando o projeto de monitoramento global de fornecedores, a solução Brand, da Agrotools, e atestando sua eficácia para os propósitos da companhia.

Além disso, para entender as complexidades e os desafios da cadeia de suprimentos da soja, o McDonald’s e a Agrotools passaram o último ano desenvolvendo uma abordagem para estimar as origens deste grão, revisando estratégias de fornecimento responsável, com base nas iniciativas projetadas para separar a soja do desmatamento.

Considerações finais

O sucesso das parcerias estabelecidas pela Agrotools reside no fato de a empresa desenvolver tecnologias criadas para auxiliar na aquisição/concessão da matéria-prima/crédito sustentável, em compliance com os respectivos protocolos de sustentabilidade existentes no mundo. “Entregamos soluções tecnológicas de altíssimo impacto que são reconhecidas mundialmente como grandes cases de sucesso. Isso nos coloca na posição de benchmarking neste mercado. Reforçamos a segurança do agronegócio brasileiro, de seus parceiros, investidores e consumidores”, diz Sérgio Rocha. “Estamos preparados para contribuir com as mudanças positivas pelas quais o agronegócio e as empresas que se relacionam com este segmento estão passando.”

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