Proteção de marca: o impacto dos dados

Segundo o Greenpeace, nas últimas décadas, foram destruídos mais de 750 mil quilômetros quadrados da floresta amazônica. Aproximadamente 60% desta área virou pasto para gado. Essa informação naturalmente podia ser associada com o crescimento e evolução do agronegócio, visto que o mesmo é uma dos principais pilares de desenvolvimento econômico do país, porém foi proferida por uma das mais conhecidas ONGs de ativismo ambiental do mundo, logo a abordagem vai muito além do que se vê, envolve causas extremamente relevantes e que merecem receber atenção no cenário mundial.

Segundo a revista CBN, a pecuária se tornou o principal vetor de desmatamento da Amazônia. Por esse motivo o Greenpeace, em 2009, iniciou a investigação do avanço do desmatamento ligado à produção agropecuária na Amazônia, o que deu origem ao relatório “A Farra do Boi da Amazônia”. O relatório possui fins de denúncia, ou seja, alertar para empresas e a população sobre os impactos da atividade pecuária, corroborando ao surgimento do Compromisso Público da pecuária, que foi assinado pelos maiores frigoríficos do país. Outro marco aconteceu em 2014, onde empresas de acordo, passaram a tornar públicas suas verificações de efetividade do sistema de compra de gado sem ligação com o desmatamento, trabalho escravo, invasão de terras indígenas e Unidades de Conservação

A batalha pela conscientização socioambiental persiste, em 2015 o Greenpeace lançou mais um relatório intitulado “Carne ao Molho Madeira”, mostrando que os principais supermercados do Brasil não garantem a seus clientes que a carne vendida nas prateleiras respeite o meio ambiente e os direitos humanos. A intensa pressão dos consumidores provocou um grande impacto nas três principais redes de supermercado do Brasil (Grupo Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour), que finalmente se comprometeram a adotar medidas de controle, em relação a origem da carne. O Walmart obteve bons resultados e sua competência é proveniente do desenvolvimento de uma política que compactua com o “Desmatamento Zero” na aquisição de carnes e derivados. Juntamente, melhorou a comunicação e a conscientização de seus funcionários e consumidores.

 Em contrapartida, no mesmo período em que a Greenpeace divulgou o relatório com os dados das grandes empresas varejistas, uma das redes analisadas teve uma forte queda em suas ações, o que gerou uma perda de aproximadamente 300 milhões de reais em valor de mercado. Isso prova que o descaso socioambiental reflete “proporcionalmente” aos riscos financeiros, que podem vir a ser significativos. O relatório definiu um padrão de boas práticas, dividida em três partes, sendo a primeira “política”, ou seja, o desenvolvimento de padrões rigorosos, o segundo é nomeado “critérios” e avalia se os métodos para aquisição de carne legal são consistentes, e quais são as medidas de rejeição se for ilegal. E por fim, “transparência”, que analisa o nível de clareza da comunicação da empresa com seus clientes.

O desmatamento no Brasil visa o crescimento econômico, mas em controversa, por ser feito de modo desenfreado, irresponsável e ilegal, concebe um gigantesco impacto ambiental que fez com que o Brasil se tornasse o quarto maior emissor mundial de gases do efeito estufa, apresentasse significativas mudanças climáticas e perdesse em parte a biodiversidade amazônica. Essas consequências atingem diretamente a população, e se torna uma problemática que envolve o Governo, que deve promover maior governança e fiscalização, porém a responsabilidade principal é das empresas.

Ambos os relatórios e a situação mundial em si despertam ou devem despertar nas empresas uma conscientização a respeito do desmatamento e seus efeitos negativos. A busca por soluções é o próximo passo. A Agrotools, empresa de tecnologia para o mundo corporativo do agronegócio desenvolveu, a partir do conhecimento profundo do agro, uma base de dados robusta e tecnologia própria, soluções digitais para toda a cadeia produtiva. Uma de suas soluções é denominada Brand. Com a alta capacidade tecnológica em conjunto à uma brilhante interpretação e análise dos dados colhidos, a Agrotools é capaz de proteger as marcas com a realização de um monitoramento de toda a cadeia de valor. A garantia de que os produtores estão dentro das normas socioambientais advém de um fluxo de informações valiosas que ficam disponíveis na solução da Agrotools. O objetivo é alinhar toda a cadeia produtiva, desde o produtor até o varejo; garantindo que as normas e políticas sustentáveis da empresa analisada estejam em compliance, preservando a integridade do maior ativo de grandes empresas, sua própria marca. A Agrotools, certificada como Empresa B, deseja passar essa essência para seus clientes, de forma que promova o desenvolvimento sustentável da empresa e consequentemente da comunidade, investindo sempre no ambientalmente correto, economicamente viável e socialmente justo.

Mais para explorar

Inovamos mais uma vez!

Uma nova Agrotools. A inovação é natural do nosso mindset e se reflete em nossos produtos, cases de sucesso, metodologias, colaboradores e